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Série Inteligência

Perluigi Piazzi ou, simplesmente, Prof. Pier é um famoso professor de física e pioneiro no uso de computadores na década de 80. Ele foi editor ou autor dos primeiros livros sobre MSX no Brasil (publicados pela editora Aleph especializada em títulos sobre SciFi).

Prof. PierRecentemente eu redescobri (ou seria reencontrei?) o Prof. Pier quando estava lendo alguns artigos “for Dummies” sobre aprendizado e neurociência. Estava lendo sobre esses assuntos porque sempre me interessei por questões relacionadas ao ensino e ao aprendizado, e porque agora sou pai de duas crianças lindas e inteligentes.

No meio das várias abas do meu navegador tinha uma apontada para um site que falava sobre Neuropedagogia. Imaginem a minha surpresa ao ver que o site era mantido pelo Prof. Pier! O mesmo que me ensinou (através de seus livros) a programar computadores. A minha profissão.

O material do site é excelente e dá uma boa noção sobre a Neuropedagogia. Resolvi que eu deveria me aprofundar no assunto e comprei a série inteira que ele escreveu sobre esse assunto.

A série tem 3 livros:

  1. Aprendendo Inteligência – voltado para alunos que queiram entender o funcionamento do cérebro no processo de aprendizado. A abordagem é um pouco mais superficial e direcionada a estudantes.
  2. Estimulando Inteligência – voltado para os pais. Os pais são parte importante do processo de aprendizagem e nesse livro eles encontrarão o conteúdo explicado no Aprendendo Inteligência e a complementação necessária para eles auxiliarem os seus filhos no processo.
  3. Ensinando Inteligência – voltado para profissionais da educação. É o mais completo de todos. Repete algum conteúdo dos dois anteriores com mais profundidade e complementa com informações importantes para profissionais de pedagogia.

Os 3 livros são fartamente ilustrados, a leitura é extremamente agradável e fácil, as referências para outras obras (inclusive de SciFi) é enorme e as dicas são valiosíssimas.

Lá em casa a gente já adotou algumas das práticas sugeridas e é perceptível a diferença. Pretendo levar as sugestões para a escola onde ele estuda. Os livros são tão bacanas que não para na minha estante… todo mundo pede emprestado 😀

Um assunto que me interessa, escrito de forma inteligente por uma pessoa que fez parte da minha formação. Imperdível.

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Livro Python e Django

Capa do Livro Python e Django
Python e Django — Desenvolvimento ágil de aplicações web

Demorou mas finalmente conseguimos publicá-lo: Python e Django — Desenvolvimento ágil de aplicações web.

Agora posso dizer: escrever um livro dá um trabalho enorme. Mesmo dividindo a autoria com meu amigo Thiago Galesi.

A história desse livro também é interessante: ele era um livro de Python que comecei a escrever e nunca consegui terminar. Aí surgiu uma demanda para que a Triveos criasse um curso de Python e Django e então decidimos reaproveitar esse material para usar como base da apostila do curso.

Quando a gente terminou a apostila gostamos tanto do resultado final que resolvemos enviar para a editora Novatec avaliar o material. O Rubens Prates (nosso editor) gostou do material e o resto é história.

Vai ser o segundo livro de Django no Brasil (o primeiro é o “Aprendendo Django no Planeta Terra” do Marinho Brandão) e o primeiro a ser publicado e vendido em livrarias.

Para o lançamento a editora está dando 25% de desconto nas compras diretas no site deles. Para obter o desconto basta digitar o código promocional TTPY.

Se você for participar da PythonBrasil[6] também poderá comprar um livro e pedir para que os autores o autografem.

A gente espera que vocês gostem do livro e que nos digam o que acharam dele. Pode ser aqui no blog ou lá no site do livro mesmo.

Um último recado: o livro tem a mesma organização do nosso curso online de desenvolvimento web com Python e Django que ainda está com preço promocional de pré-venda em nossa loja no site Ludeos.

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A Lição Final

A Lição Final

Dia desses eu estava trabalhando e ao olhar na barra do meu Google Talk eu vi que o Guido van Rossum (criador da linguagem Python) havia colocado o endereço de um vídeo no Youtube. Achei que era algum vídeo legal sobre Python e resolvi abrir.

Era o vídeo de uma palestra de um professor norte-americano que trabalhava na área de tecnologia de realidade virtual. Até aí nada de mais (eu sequer me interesso pelo assunto).

Continuei a assistir o vídeo por mais um tempo mais por “fé” na indicação do Guido do que por qualquer outra razão. Em certo momento do início da apresentação o professor, chamado Randy Paysch, mostra um Raio-X do fígado dele onde se conta 10 tumores e ele diz que tem entre 3 e 6 meses de vida.

Ele então começa a falar sobre sonhos e sobre como realizá-los. Sua habilidade como orador é invejável. Continuo assistindo a palestra. Me emociono.

Semanas depois leio na revista Época que esse vídeo havia se tornado uma febre no Youtube e que o professor Pausch estava preparando um livro com o conteúdo dessa mesma palestra juntamente com um amigo. Pensei (me esquecendo que o cara estava condenado à morte): pronto, mais um livro de auto-ajuda que vai deixar o autor rico.

A algumas semanas atrás fiquei sabendo que o professor faleceu e em uma de minhas passeadas em livrarias pude ver que uma tradução do livro já estava disponível no Brasil. Voltando do Rio de Janeiro, onde havia participado da PyConBrasil 2008, resolvi comprar o livro pra ler durante a viagem de volta.

A coincidência

Lendo o capítulo “24. O tolo que se redimiu”, onde o professor conta a história de um de seus alunos (chamado Tommy) que era fã de Guerra nas Estrelas e sonhava em trabalhar na produção dos filmes da saga, eu esbarro no seguinte trecho (página 135):

Quando me transferi para a Carnegie Mellon, todos os membros da equipe da Universidade da Virgínia me acompanharam — menos Tommy. Ele não podia se mudar. Por quê? Porque fora contratado pela Industrial Light & Magic, a companhia do produtor/diretor George Lucas. E note-se que ele foi contratado não por causa do seu sonho, mas sim por suas habilidades. No período em que participou do nosso grupo de pesquisa, Tommy se tornou um destacado programador de linguagem Python (grifo meu), por sorte dele a linguagem escolhida pela empresa de Lucas. E sorte mesmo é quando o preparo se une à oportunidade.

Não é coincidência? Eu conheço o cara através do criador do Python e voltando de uma conferência de Python eu leio que um dos alunos do cara realizou o sonho de trabalhar na Industrial Light & Magic porque conhecia Python.

O livro

No geral o livro é um complemento ao vídeo e foi escrito, segundo o autor, como uma forma de deixar uma mensagem para os seus filhos.

Seria um típico livro de auto-ajuda se não fosse a biografia de um professor que deixou uma mensagem muito bonita para sua família pouco antes de morrer. É um livro onde se encontra muitos “clichês”, muitos momentos piegas e que muitas vezes emociona o leitor (principalmente aqueles que já são pais).

Ele tem uma encadernação muito bonita com capa dura e um tamanho reduzido que o torna excelente para presentear os amigos. Por se tratar de um livro barato cuja leitura é muito rápida (li ele em 1 dia) eu recomendo a todos que tem seus sonhos e gostariam de realizá-los. Mais ainda àqueles que tem filhos.

Para comprar:

Submarino (mais barato no momento em que faço esse post)

Livraria Cultura

Lojas Americanas (dica do Prof. Marco André)

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Computação Científica com Python

Computação Científica com PythonAdquiri esse livro através do site Lulu.com e fiquei triplamente surpreso. Primeiro eu achei a idéia do site genial, segundo porque eles fizeram tudo certinho na minha compra e terceiro porque o livro é superbacana.

Depois de ter comprado mas antes de ter recebido o livro eu conheci o autor na PyConBrasil 3 que aconteceu esse ano em Joinville. Lá eu tive a oportunidade de folhear o livro e ver que ele está muito bem diagramado e com a aparência bastante profissional (exceto talvez pela capa que não permite a fácil leitura do título do livro).

Voltando pra casa depois de minhas férias eu tive a oportunidade de iniciar a leitura do livro. Ele começa com uma introdução muito boa de como se programar em Python que me parece bastante útil para o público científico ao qual se destina o livro (afinal, nem todo cientista/pesquisador sabe programar). Honestamente eu fiz uma “leitura dinâmica” dessa parte do texto porque eu já conheço a linguagem. Mas baseando pelos tópicos abordados e pelos poucos tópicos que eu li eu posso deduzir que a qualidade do resto é muito boa.

Mas a parte que eu mais me esbaldei mesmo foi com a segunda. Minha base acadêmico-científica tende a zero já que sequer consegui me graduar e tudo o que sei de áreas como biologia, química (ugh!), física (só a elétrica) e matemática foi o que aprendi sozinho.

Dito isso eu posso dizer que eu não só vi bibliotecas que eu sequer conhecia para Python como também tive uma aula introdutória sobre assuntos que eu nem imaginava que iria aprender em um livro sobre Python.

É claro que como o público do livro circula nos meios científicos o autor não se esforça demais em facilitar a leitura para um leigo como eu. Mas com um pouquinho de esforço (que eu dediquei) até mesmo um não-iniciado pode lidar bem com os temas abordados.

Enfim, é um livro que não decepcionaria nem um cientista/pesquisador nem um leigo-esforçado como eu. Escrito por um autor brasileiro de forma muito agradável e publicado e vendido por um site americano que tem uma proposta incrível. É tudo de bom* 🙂

Para comprar: Computação Científica com Python
* exceto a capa 😛 🙂

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Hackers & Painters: Big ideas from the computer age

hackers-and-paintersEsse livro é uma coletânea de alguns artigos escritos por Paul Graham, desenvolvedor e empreendedor, entusiasta da linguagem de programação Lisp, fundador de uma empresa de e-commerce adquirida pelo Yahoo! na era pontocom e o primeiro a sugerir o uso de técnicas bayesianas no combate ao spam.

Paul Graham também é conhecido por ter opiniões radicalmente diferentes daquelas que pregam as idéias de “fábricas de software”, “engenharia de software” entre outras tantas que tentam transformar o desenvolvimento de software em algo que pode ser mecanizado e rigidamente estruturado.

O autor desse trabalho defende a idéia de que o desenvolvimento de software se assemelha mais à arte do que à engenharia e demonstra, ao longo de seus artigos, as razões que justificam essas idéias.

Concordando com ele ou não, é um livro que trás a reflexão sobre o desenvolvimento de software e só por isso já o transforma em leitura obrigatória para todo profissional dessa área.

Boa parte do material contido no livro pode ser visto diretamente no site do autor. O livro apenas reedita os artigos do site unindo-os alguns deles em apenas um capítulo e também apresenta alguns ensaios inéditos e dados mais atualizados.

Para comprar: Hackers & Painters: Big ideas from the computer age

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Google – A História…

Google - A História do Negócio de Mídia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos

Terminei de ler o livro Google – A História do Negócio de Mídia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos ou pra resumir: Google – A História.

Todos que me conhecem sabem que sou um grande fã dessa empresa extremamente poderosa que nasceu dentro da Internet e hoje faz parte da cultura das pessoas no dia-a-dia.

Antes do Google existir eu tinha uma técnica de pesquisa na Internet que consistia em procurar pelas informações que eu precisava no Yahoo! e depois no Altavista. Eu procurava no Yahoo! porque a qualidade dos resultados era muito grande. Mas infelizmente a manutenção desses resultados era feita quase que manualmente por funcionários da empresa e ficava praticamente impossível ter uma cobertura abrangente de toda a Internet.

Quando eu não encontrava algo bom com o Yahoo! eu passava então para o Altavista que certamente encontraria aquilo que eu procurava e muitas outras coisas e é aí que começavam os problemas: essas “muitas outras coisas” eram um ruído muito grande que ofuscava os bons resultados.

Mas eu até me virava bem dessa forma até que um amigo me disse que tinha um “sitezinho” de busca que misturava as técnicas das duas empresas: “Manutenção do conteúdo de forma automatizada”. Era só eu digitar: www.google.com.

Muitas coisas que li nesse livro eu já sabia por ter acompanhado a trajetória do Google desde muito cedo mas relembrá-las despertou aquela “nostalgia” que é inerente àqueles caras que trabalham com tecnologia.

O livro não é técnico. Ele também não cobre uma série de aspectos técnicos que fazem o Google funcionar e se limita aos chavões “… o Google, com suas centenas de milhares de computadores …” ou à dar uma leve pincelada discorrendo sobre o funcionamento do PageRank (graças ao livro descobri que o “Page” do PageRank tem relação com “Larry Page” e não com “Página”).

Uma coisa legal do livro é que ele martela bastante em cima da cultura Google de Não ser mau e mostra que uma empresa não precisa sacanear com seus clientes, fornecedores e funcionários para ser lucrativa. É uma excelente lição para os empresários que existem por aí e por lá.

Trata também dos dilemas que Larry Page e o Sergey Brin enfrentaram durante a vida do Google: os protestos contra invasão de privacidade do Gmail ou o problema de aceitar a censura chinesa ao acesso à Internet.

Mas o livro não é perfeito. O último capítulo que fala sobre os planos futuros do Google na área da biologia e genética é muito chato. Tão chato que consegue comprometer a qualidade do livro como um todo. Quando eu terminei de ler um último capítulo tão chato eu fiquei com a sensação de que o livro todo era chato.

A tradução da editora Rocco costuma ser melhor do que a desse livro. Tem uma coisa que me irrita em traduções é a não inversão do adjetivo/substantivo quando o texto é vertido para o português. Gramaticalmente é correto usar a forma “adjetivo substantivo” em português mas essa forma não é muito natural e faz com que a leitura seja menos natural.

Portanto, tradutores, prefiram sempre fazer “traduções boas” no lugar de “boas traduções”.

Para comprar: Google – A História… ou Google – Story…

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Expressões Regulares – Uma abordagem divertida

Expressões Regulares - Uma abordagem divertida (ISBN 8575221000)Essa será, sem sombra de dúvidas, a resenha de livro mais complicada de se escrever que já apareceu por aqui. As razões para isso são:

  1. O autor deste livro é um grande amigo meu.
  2. O meu nome consta na lista de agradecimentos da obra.
  3. Eu sinto uma inveja infinita da forma com que o esse autor escreve.
  4. Eu tenho uma edição do antigo guia de referência, que deu origem à este livro, autografada pelo autor.

O livro chegou pra mim via correio e a ansiedade fez com que o prazo de entrega da Livraria Cultura se tornasse insuportável. Mas agora que estou com ele em mãos e já tive tempo de avaliar o material e até mesmo ler uma parte significativamente grande dele eu me sinto apto a fazer essa resenha.

Primeiro de tudo o livro é pequeno (em dimensões e volume) e após folheá-lo eu pude notar que boa parte do antigo guia de referência de expressões regulares estava lá. Ótimo sinal. O guia de ER é o melhor que eu tenho.

As novidades ficam por conta de revisões e correções de “bugs” e à algumas extensões ao capítulo que trata das ferramentas. A forma de utilizar expressões regulares em novas linguagens importantes, como Ruby, fazem parte desta nova obra.

A capa é muito legal e representa fielmente a forma com que o conteúdo é exposto no livro. Diversão. Expressões Regulares são um assunto chato e por vezes complexo e a forma com que o Aurélio lida com isso é impressionante. Ele realmente transforma em diversão.

Costumo ouvir que é fácil escrever de maneira didática sobre um assunto que você domina. Eu discordo disso porque eu, modestia à parte, entendo bem de Python e não consigo escrever da mesma maneira. Outros dizem que a prática da escrita a aprimora mas também acho isso bobagem porque eu e o Aurélio costumamos escrever em quantidades muito semelhantes (ele só me ganha nesse livro 🙂 ).

Mas deixando a rasgação de seda de lado e voltando ao livro eu posso afirmar que esta obra faz parte da minha lista de “Leitura Obrigatória” que eu vinha publicando até pouco tempo atrás.

Na verdade eu acho que esse livro deveria ser dado por empresas da área de informática a seus funcionários porque as expressões regulares são uma ferramenta extremamente útil para todo tipo de profissional de nossa área, podendo ser usada por administradores de rede, e programadores.

A diagramação da editora Novatec, como sempre, é primorosa e o artifício das ilustrações melhoram ainda mais a linguagem do livro.

Aliás, eu preciso deixar aqui os meus parabéns para a editora Novatec e a sua política de apoio aos autores nacionais. O Rubens Prates (dono da editora) é o tipo de brasileiro que deveria ser usado como exemplo de empreendorismo num segmento de mercado tão importante e tão pouco valorizado pelo nosso povo. Eu só acho que ele deveria publicar um livro sobre Python na editora dele 😛 (além do guia que já foi publicado e atualmente saiu de circulação)

Uma outra observação para a Novatec fica por conta da distribuição: eu moro em Recife, uma das maiores cidades do nordeste brasileiro, e não pude encontrar o livro em nenhuma livraria daqui onde temos a Saraiva mega-store e a Livraria Cultura mega-store (entre outras).

Para comprar (não perca tempo): Expressões Regulares – Uma abordagem divertida.

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Python in a Nutshell

Python in a NutshellSeguindo adiante com o review de mais um dos livros que a editora O’Reilly me enviou para avaliar irei comentar as minhas impressões sobre o livro Python in a Nutshell.

A edição que recebi em mãos e já “li” (é um livro de referência, então poucas coisas são para serem “lidas”) já está superatualizada e já cobre certos aspectos até mesmo do Python 2.5 que foi lançado somente depois do livro já ter sido publicado.

Tenho pouca coisa pra comentar sobre ele porque trata-se de um livro de consulta e não uma obra que ensina algo a alguém. Mas como referência é um excelente trabalho e até já me socorreu algumas vezes no meu trabalho.

Se fosse pra eu comprar esse livro eu não o faria. Mas não pela qualidade do livro em si mas sim pelo fato de que eu não gosto mais de livros de referência em papel. Desde que surgiram os modernos sistemas de busca na Internet consultar algo em material impresso se tornou uma tarefa muito chata. A documentação oficial da linguagem Python (disponível no site) também é muito rica para justificar a aquisição de um livro extra somente para referência.

O livro trás algumas informações extras que não estão disponíveis na documentação oficial de Python e é prático para quem gosta de consultar um assunto à maneira ‘antiga’ (no papel). Vale tê-lo em mãos, também, pelo fato dele estar atualizado para a versão atual da linguagem Python (2.5).

É verdade também que, agora que tenho o meu Python in a Nutshell, ele ficará sempre ao alcance de minhas mãos em minha mesa de trabalho.

Por último, vale lembrar que esse livro ainda não tem tradução para o português.

Para comprar: Python in a Nutshell.

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O guia do mochileiro das galáxias

O guia do mochileiro das galáxiasArthur Dent é mais um daqueles terráqueos como você… normal. Ele leva a vida dele normalmente, se é que se pode chamar uma vida onde você tem que impedir a demolição da sua casa todos os dias de normal. Arthur estava preocupado com a sua casa mas nem imaginava que algo pior estava para acontecer naquela manhã em que seu amigo Ford Prefect lhe conta que ele é um alienígena e que precisa fugir porque sabe de um plano interestelar para a demolição do planeta terra visando a construção de uma rodovia interestelar. Ford Prefect é um mochileiro que, de posse de seu formidável guia, vaga pelas galáxias à procura de aventuras. Mas ele não imaginava que dessa vez a sua aventura seria tão emocionante.

É dessa maneira louca que Douglas Adams começa a sua “trilogia de cinco livros”. O “O guia do mochileiro das galáxias” é o primeiro livro dessa série que é sucedida de “O restaurante do fim do universo“, “A vida, o universo e tudo mais“, “Até logo e obrigado pelos peixes” e o quinto livro que não tem tradução para o português e é conhecido por “Mostly Harmless“.

Essa fantástica série, que surgiu de uma série produzida para uma rádio, é muito conhecida dos fãs do gênero ficção científica mas pode ser lida também por quem não aprecia muito esse gênero pois o mesmo é escrito em forma de sátira e é repleto de boas tiradas.

Em 2005 essa história foi transformada em filme que logo e transformou em sucesso de bilheteria. O filme trás uma compilação com trechos da história dos 4 primeiros volumes da série e o destaque fica para o Robô depressivo Marvin.

Esse é o livro ideal para quem pretende ter horas agradáveis de leitura e ter vários acessos de riso com as situações absolutamente inusitadas que são criadas pelo autor. O leitor mais atento também conseguirá notar algumas críticas mais ácidas ao estilo de vida britânico (o autor é inglês). O autor também apresenta respostas para questões mais profundas que tratam sobre a vida, o universo e tudo o mais levando o leitor a entender porque o número 42 é tão importante para todo o universo.

A tradução para o português feita pela editora Sextante, apesar de não ser a ideal, não compromete a qualidade do material. O único problema mais visível foi a tradução de “Babelfish” para “Peixe Tradutor” onde infelizmente não consigo sugerir nada melhor.

Atualização: O quinto livro da séria também foi traduzido para o português sob o título de “Praticamente Inofensiva“.

Para comprar: siga os links fornecidos ao longo da resenha.

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A arte de fazer acontecer

A Arte de Fazer AcontecerAnda sem tempo para fazer as coisas? Vive atarefado e não consegue se organizar? Acha que os sistemas convencionais de organização de tempo não funcionam? Investir na aquisição de um organizador pessoal ou em softwares de agenda está fora de cogitação?

As respostas para essas questões sem dúvida poderão ser encontradas no livro A arte de fazer acontecer, tradução do original Getting Things Done. Nesse livro o autor David Allen, papa da organização pessoal, te ensina a adotar uma metodologia simples, leve e prática para organizar as suas atividades de maneira efetiva permitindo que lhe sobre tempo para fazer as coisas que realmente importam para uma pessoa: o convívio com a família.

De maneira fácil Allen explica etapa por etapa a adoção do seu modelo de gerenciamento de tempo e faz com que o leitor adquira hábitos saudáveis de organização que farão até mesmo as pessoas que não acreditam em gerenciamento de tempo, como eu, adotar as práticas sugeridas.

Ferramentas simples como fichas de papel, escaninhos, grampeadores, clipes, etiquetas, pastas e um calendário começarão a fazer parte do seu dia-a-dia permitindo que toda a papelada que geralmente rodeia as nossas mesas de trabalho sejam reduzidas ao ponto de se ficar com apenas o extritamente necessário para desempenhar as tarefas nas quais você está trabalhando agora. Delegar e monitorar as tarefas delegadas também se tornará algo muito fácil de ser feito.

O fato dessa sua metodologia não exigir ferramentas caras como softwares e organizadores pessoais e ser simples podem explicar porque esse livro foi sucesso de vendas nos Estados Unidos. A popularidade deste livro é tão grande que diversos sites na internet tratam de fornecer idéias e ferramentas para tornar a sua eficácia ainda maior. Uma procura rápida por “Getting Things Done” ou simplesmente “GTD” em um site de buscas certamente irá te revelar uma série de materiais valiosos.

O livro é pequeno, de fácil leitura, recheado de citações brilhantes e a tradução para o português, feita pela Editora Campus, ficou muito boa, tornando assim a assimilação do conteúdo muito mais agradável.

Para comprar: A arte de fazer acontecer ou Getting Things Done