Latinoware 2008, eu fui…

Como sempre faço quando vou à um evento vou relatar aqui a minha primeira experiência participando da Latinoware 2008.

A decisão sobre a minha participação só foi tomada dois dias antes do evento pois quem iria patrocinar a minha viagem (INdT) conseguiu viabilizar o treinamento de Python para Maemo bem em cima da hora. Participei apenas do primeiro dia do evento.

Cheguei em Foz do Iguaçu na quinta-feira (30/10/2008) de madrugada e tinha um serviço de transfer no aeroporto para carregar os palestrantes até os hotéis onde ficariam hospedados. O meu nome não constava na lista mas isso era justificável por minha decisão tardia. De qualquer maneira bastou uma conversa rápida com o responsável pelo transporte e eu já estava dentro da Van em direção ao hotel.

Quando cheguei no hotel avistei uma placa avisando que um ônibus passaria lá às 8hs da manhã em direção à Latinoware. Às 7h30 eu estava na frente do hotel juntamente com mais 3 outras pessoas que também iriam para o evento.

Desistimos de esperar às 8h30 e dividimos um taxi até o local do evento. Descobri depois que o ônibus sequer havia passado no hotel.

Ao chegar no posto de credenciamento que estava instalado num estacionamento de Itaipu avistamos as filas para pegar crachás. Me dirigi à fila de crachás para “Palestrantes, Imprensa e Autoridades”.

A fila estava pequena (umas 8 pessoas) mas não andou 1 milímetro sequer até que um dos organizadores nos retirou da fila para entregar os crachás que estavam com ele. Mas o meu crachá, afinal, não estava com ele e tive que me contentar com um crachá em branco onde preenchi à mão o meu nome e RG.

Os palestrantes então deveriam entrar num ônibus que estava estacionado ao nosso lado pois seriamos levados até o “Parque Tecnológico de Itaipu” onde a estrutura do evento estava montada.

Esperamos por mais alguns minutos (que pareceram horas) até que um grande amigo meu entra pela porta do ônibus e comenta algo que eu já havia notado: “Esse é o evento mais desorganizado dentre todos os de informática dos quais já participei.” Note que em meu caso e no dele isso significa muitos eventos.

O ônibus saiu com lotação total de pessoas sentadas e em pé. Detalhe: faltavam poucos minutos para as atividades do evento começarem e uma parte considerável dos palestrantes ainda estava em um ônibus saindo da área de credenciamento.

Poucos metros dali o ônibus para e todos que estavam de pé tiveram que trocar de ônibus. A troca foi feita sob a vigilância atenta de um dos seguranças de Itaipu que olhava atentamente para nossos crachás preenchidos à mão para ver se não detectava alguma fraude 😀 Eita segurança…

Finalmente nos salões onde as atividades do evento iriam ocorrer tratei logo de ir para a sala de palestrantes ou para o stand da Associação Python Brasil para me conectar à Internet e terminar o material do meu treinamento…

Vencida a falta de sinalização do lugar fui até a sala de palestrantes mas ela já estava completamente lotada.

Fui então à caça do stand da APyB e ao chegar lá descobri que o ponto de rede estava com problemas. A sorte foi que o Ramiro levou um roteador wireless para conectar no ponto de rede do pessoal do Debian Brasil.

O almoço era razoável e foi ‘di grátis’. Servido apenas até as 14hs fez com que os instrutores dos mini-cursos da manhã tivessem que improvisar suas refeições já que seus treinamentos eram de 4hs (sem intervalo) e terminariam somente às 15hs.

No meu treinamento deu quase tudo certo. Mas nesse caso específico a culpa pelas falahas foram majoritariamente minhas (o ambiente necessário para o treinemento não estava instalado nas máquinas do laboratório pois eu não havia feito a solicitação em tempo hábil). Faltou um flip-chart/quadro branco na sala de aula também.

Terminado o treinamento fui dar uma bisbilhotada no pessoal da Robótica Livre que estava montando plaquinhas Severino sob a orientação do Prof. Paulo Gonçalves. O Severino é uma implementação brasileira do Arduino. Queria ter ficado lá mas tive que ir para a palestra de abertura e depois para um coquetel no mirante de Itaipu onde veríamos o acendimento das luzes da barragem. Um show que eu recomendo. Itaipu é uma daquelas coisas que temos pra mostrar as virtudes do nosso povo.

Aquele quadrado no centro é um prédio de 6 andares
Aquele quadrado no centro é um prédio de 6 andares

Já o coquetel… Eu comi dois “canapés” minguados e não bebi nada (nem água). E os canapés foram doados pelo Ramiro que se comoveu com a minha fome 🙂

Depois do coquetel voltamos para o hotel onde eu dormi um pouco até ir para o aeroporto embarcar de volta para Curitiba onde iria preparar minha ida para São Paulo (desta vez de carro) GP Brasil de F1. Sobre isso eu conto no próximo post.

Publicado por

Osvaldo Santana

Desenvolvedor Python e Django, Empreendedor, dono de uma motocicleta esportiva, hobbysta de eletrônica, fã de automobilismo e corinthiano