Programação Extrema Explicada (Extreme Programming Explained)

Programação Extrema Explicada (Extreme Programming Explained)Nunca gostei de estudar metodologias de desenvolvimento. Também não gostava das chatíssimas aulas de “Análise de Sistemas” que costumava assistir no curso de Processamento de Dados que fiz. E eu nunca gostei de estudar isso porque tudo que as metodologias diziam nunca se aplicava ao universo onde eu trabalhava.

Eu não trabalhava com coisas muito especiais. O tipo de software que eu costumava desenvolver era tão comum quanto os atuais sistemas de gestão para os quais essas metodologias de desenvolvimento dizem servir.

Um exemplo da minha experiência com essas metodologias ‘tradicionais’ tem relação com a análise de requisitos. Eu estudava tudo o que era dito sobre análise de requisitos e tentava aplicar no meu dia-a-dia mas nada funcionava. Eu me sentia o mais burro dos programadores por não conseguir fazer isso dar certo. Achava que o problema era comigo até perceber que o problema era do cliente.

A análise de requisitos ensinada pelos métodos convencionais não funciona porque nenhum cliente tem noção do que realmente precisa em um sistema. Eu percebi que o cliente sabe o que é o problema mas não sabe como resolvê-lo e em alguns casos ele sequer tem uma noção exata do problema a ser resolvido.

Se nem o cliente sabe do que precisa, para que serviria a melhor das análise de requisitos? De nada. E esse é o caso que se aplica apenas à análise de requisitos. Acredite em mim: eu tenho um caso desses para cada uma das etapas do desenvolvimento de uma aplicação.

Uma coisa que as metodologias de desenvolvimento atuais também assumem, de maneira errada, é que um software é algo estático. Isso é uma visão extremamente equivocada do que é software. Software é flexível, software muda (o tempo todo), software evolui, software cresce…

E é nessa diferença fundamental que a metodologia XP (eXtreme Programming) se difere das outras. Ela assume que software muda.

A algum tempo atrás, comecei a trabalhar em uma empresa que utilizava a metodologia XP para desenvolver alguns projetos. Por curiosidade fui dar uma olhada nessa metodologia e descobri que finalmente alguém, que trabalhou com desenvolvimento de software, tinha criado uma metodologia que reflete a realidade de um ambiente de desenvolvimento de software.

O livro “Programação Extrema Explicada” foi escrito por Kent Beck que é o idealizador dessa metodologia e que é o ponto de partida para muitos outros livros que detalham essa metodologia. É um livro curto, de leitura leve, e que fala direto com o desenvolvedor utilizando histórias reais no lugar de usar documentos formais e densos e chatos.

Ao mesmo tempo é um livro que ‘cutuca’ o desenvolvedor e levanta polêmicas sobre assuntos que deveriam ser debatidos por todos os desenvolvedores que já trabalharam em projetos que fracassaram.

Atualmente estou lendo a versão em português, traduzido pela editora Bookman, mesmo já tendo lido a versão original em inglês. Usando XP e relendo o livro estou confirmando que aquela sensação agradável que tive ao ler essa obra pela primeira vez é verdadeira.

Por essa razão considero a leitura desse trabalho obrigatória para todos os desenvolvedores, mesmo para aqueles que já conhecem XP e não gostam de algumas de suas propostas.

Para comprar: Programação Extrema Explicada – Acolha as mudanças ou Extreme Programming – Embrace Change

Publicado por

Osvaldo Santana

Desenvolvedor Python e Django, Empreendedor, dono de uma motocicleta esportiva, hobbysta de eletrônica, fã de automobilismo e corinthiano