Python, Windows e exigências do ofício

Atualmente tenho trabalhado no desenvolvimento de um software de Webmail que será acessado via Wap (Wireless Application Protocol) e para que eu possa testar o funcionamento deste sistema precisei passar uma temporada usando Windows.

Alguns devem saber que eu simplesmente detesto o Windows (e acreditem, não é porque é um software da Microsoft, não gosto porque simplesmente é um péssimo software) e para que o sofrimento não fosse muito grande, tratei logo de instalar alguns softwares do universo Opensource em minha máquina. Além desses instalei também o Cygwin que trouxe um ‘sopro’ de felicidade ao meu trabalho.

Mas voltando ao assunto Python (que é sobre o que se trata esse Blog) eu acabei por instalar o Python 2.2 para essa tarefa (o servidor que rodará a aplicação de Wapmail usa um RHEL que disponibiliza a versão 2.2 do Python e instalar uma mais nova seria ‘politicamente complicado’) e instalei também o Python 2.4 para ter uma versão mais bleeding edge do Python.

Como fiquei sabendo somente um tempo depois que na máquina que rodaria a aplicação tinha apenas o Python 2.2 acabei por desenvolver uma quantidade considerável de código em Python 2.4 e quando fui rodar no Python 2.2… caos! desordem! fim dos tempos!… tá, não foi tudo isso, mas a aplicação quebrou em vários lugares e aí eu, pela primeira vez, comecei a notar que nem todas as mudanças de comportamento das bibliotecas do Python estão corretamente anotadas na documentação oficial da linguagem.

Trabalhar com versões diferentes de uma mesma linguagem sempre traz transtornos para o desenvolvedor (não importa a linguagem… já tive problemas do mesmo tipo com Java mas a solução demorou mais) e por isso fica registrada a dica aqui: verifiquem qual versão do Python e das bibliotecas que você vai usar antes de começar a desenvolver.

Antes desse projeto estava trabalhando em um outro que envolvia fazer integração de Python com o Internet Explorer e com o Microsoft Word. Para essa tarefa a única alternativa existente são os módulos para Win32 do Mark Hammond.

Vou dizer uma coisa pra vocês: É raríssimo encontrar um conjunto de módulos para Python que sejam tão completos quanto esse. Ele tem suporte a tudo o que você possa precisar para integrar sua aplicação com a plataforma Microsoft. A única coisa que é relativamente ‘sofrível’ é a documentação que basicamente é uma meia dúzia de arquivos e um acesso ao Microsoft Developers Network (que é tosco).

Publicado por

Osvaldo Santana

Desenvolvedor Python e Django, Empreendedor, dono de uma motocicleta esportiva, hobbysta de eletrônica, fã de automobilismo e corinthiano