Trabalho Remoto

O programador, empresário e investidor Paul Graham publicou um artigo afirmando que as leis de imigração americanas impedem que talentos de outros países possam trabalhar nos EUA. Em resposta à esse artigo alguns programadores e empresários conhecidos sugeriram à ele que o trabalho remoto seria uma solução melhor para esse problema. Outros reforçaram a opinião do Paul Graham e começou aí a discussão.

Já faz quase 2 anos que trabalho remotamente para uma empresa de São Paulo a partir de Curitiba. Eu fui o segundo funcionário da empresa a ser contratado para trabalhar desse jeito. Hoje já temos 7 profissionais trabalhando assim.

Não vou mentir pra vocês: no começo foi bem complicado. Erramos de todas as formas e falhamos miseravelmente várias vezes até conseguirmos fazer as coisas funcionarem bem. Ainda está longe da perfeição mas a empresa, as equipes e os remotos estão se esforçando muito para melhorar.

Entre o caos e a situação em que estamos hoje houve um “turning point”. Um momento em que decidimos fazer a coisa funcionar.

Primeiro resolvemos estudar o assunto. Eu comprei livros e mais livros, assisti palestras e mais palestras, busquei referências em artigos, e refleti muito sobre nossos problemas.

O problema principal era a interação deficitária da equipe. Mesmo sendo uma equipe ágil que pratica SCRUM existiam muitos vícios na forma como os membros da equipe interagia. Era uma interação “olho-no-olho”, extremamente verbal (offline) e síncrona.

Essas três características são péssimas:

  • “Olho-no-Olho”: as reuniões diárias eram feitas com todos de pé (standup meeting) com todos os integrantes no escritório. Não preciso dizer que isso não rola para equipes remotas, certo?
  • Comunicação Verbal Offline: para uma equipe remota toda comunicação verbal já é deficitária (precisa de headset, conexão, ajustar o áudio, etc). A comunicação verbal “offline” é ainda pior. Eles decidiam coisas lá em SP e a gente nem ficava sabendo.
  • Comunicação Síncrona é aquela em que os intelocutores precisam estar “conectados” simultaneamente para transmitir a mensagem. Mesmo para trabalho local ela é ruim porque é uma comunicação que interrompe as pessoas. Exige a atenção delas. É o “cutucão no ombro”, o chamar no Skype, a “reuniãozinha rápida”, etc.

Enquanto ia refletindo sobre isso eu me lembrei sobre como foi trabalhar na Conectiva. A Conectiva foi o lugar onde trabalhei onde a comunicação da empresa era um exemplo de eficiência. Toda a comunicação da empresa funcionava pelos meios eletrônicos de forma extremamente eficaz:

  • Listas de Discussão (mailman com histórico online): toda a comunicação “séria” da empresa era feita por email em listas. Todos policiavam o bom uso do email e davam puxões de orelha em quem não usava do jeito certo. Existia uma hierarquia de listas (toda a empresa, equipe técnica, desenvolvimento, etc) e listas para coisas informais (off-topic). O email era para comunicação assíncrona e gerava longas threads muito bem escritas e organizadas onde se discutia quase tudo. Não era para preguiçosos porque exigia bastante esmero dos participantes.
  • IRC: a empresa tinha um servidor interno de IRC com salas organizadas também de forma hierárquica. Era usado majoritariamente pela equipe técnica (a parte administrativa da empresa usava ICQ… lembrem-se que era 2000). Aqui rolava a comunicação síncrona e a coordenação do trabalho.

Observem que não tinha nada de mais nas ferramentas. Mas elas eram usadas de forma correta e havia um policiamento por parte de todos para que isso não fosse desvirtuado.

Olhando pra isso é possível enxergar que a gente trabalhava “remotamente” no mesmo escritório. Não fazia diferença o local onde a gente estava. O trabalho aconteceria de qualquer forma porque tudo era comunicado o tempo todo pelos meios eletrônicos (salvo raras exceções e brincadeiras entre os integrantes da equipe).

Percebi que “tinha algo ali” mas guardei isso comigo.

Em 2013 a empresa onde trabalho mandou um ônibus para Brasília onde participaríamos da PythonBrasil[9]. Em Brasília tudo é “longe” e esse ônibus virou um transporte extra-oficial dos participantes do evento. Um dos convidados do ônibus foi o Sidnei da Silva e na época o Sidnei trabalhava remotamente para a Canonical. Uma grande oportunidade de aprender algo.

Entre as várias dicas que ele nos passou teve uma que me chamou a atenção: “a equipe tem que saber trabalhar remotamente mesmo que esteja no mesmo local”. Bingo!

Meu gerente (que também pesquisava o assunto) estava do meu lado quando o Sidnei disse isso e também percebeu a importância dessas palavras. Voltamos para o trabalho decididos a implantar esse sistema.

Não foi fácil mas conseguimos. Fizemos o seguinte:

  • “Forçamos” o uso de um headset para todos os integrantes da equipe (inclusive quem está no escritório);
  • As Dailys (usamos SCRUM) seriam feitas online (usamos o Mumble em um servidor próprio);
  • Movemos a maioria das conversas e discussões para os meios eletrônicos (isso diminuiu as interrupções causadas pelo “cutucão no ombro”);
  • Migramos todos os nossos whiteboards e post-its para o mundo virtual (usamos Scrumdo mas estamos avaliando alternativas melhores);
  • Usamos Slack e estamos adorando. Avaliamos e usamos outras (IRC próprio, Grove.io, Hipchat) mas o Slack detona;
  • Pareamos com tmate (temos um servidor pra isso) ou Teamviewer mas como a “fauna” de editores de texto e IDEs na empresa é abundante estamos sempre procurando algo melhor. E o Google Hangout é uma bosta. Nem adianta recomendar ele pra gente 😀 (Floobits?);
  • Já usávamos Github mas passamos a aproveitar melhor o sistema.

Tudo isso foi legal e bacana mas o que realmente foi importante nessa mudança foi o compromisso de cada um para que o trabalho desse certo. Começamos a nos policiar e “brigar” para que as coisas funcionassem do jeito certo.

Daily Meeting acontecendo no escritório

Foi importante mostrar para a equipe de SP que, se isso desse certo, eles também poderiam se beneficiar. Poderiam escolher entre ficar em casa ou encarar o trânsito de SP, por exemplo. Alguns poderiam até trabalhar mochilando!

Para a empresa? Só sucesso… ela consegue contratar os melhores funcionários mesmo que eles não queiram morar em SP. Conseguem economizar com infra-estrutura e com folha de pagamento (um salário bom em SP é excelente no interior de SC).

Quando eu era empresário sonhava em ter um escritório bacana cheio de gente foda trabalhando comigo. Hoje sou um defensor ferrenho do trabalho remoto. Acho que os governos deveriam incentivar essa forma de trabalho até mesmo como forma de melhorar o trânsito das grandes cidades.

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Livros para programadores

Episódio 1

foto com uma estante lotada de livros não identificáveis
Foto: Yinghai

Os amigos que me conhecem sabem que adoro livros. Para o desespero da minha mulher e das finanças da casa tenho o mal hábito de comprar muito mais livros do que consigo ler.

Recentemente isso ficou pior porque comprei um leitor eletrônico que permite comprar coisas com um toque na tela. Pelo menos o problema com o espaço para os livros foi resolvido.

Programo computadores desde muito cedo mas nunca tive muito estudo formal sobre o assunto (não sou graduado) então sempre dependi dos amigos mais inteligentes e dos livros para aprender as coisas. Alguns foram bem importantes pra mim e esses eu vou listar aqui.

Os meus caminhos de aprendizado sempre foram tortuosos e fragmentados então a lista não tem nenhuma sequência que precise ser seguida. Estão na ordem como fui lembrando deles.

Os livros com links são os que ainda podem ser adquiridos pela internet e que eu ainda recomendo a aquisição por não estarem defasados.

Se você tem sugestões de livros que foram importantes para você, escreva nos comentários.

Revistas de Eletrônica

Ok, não são livros mas foram importantes para mim. Antes de programar eu brincava de montar circuitos eletrônicos. Como eu era muito novo (uns 9 anos) não me lembro de muitos detalhes de todas as revistas mas algumas foram especiais:

  • Experiências e Brincadeiras com Eletrônica Júnior – gostava tanto dela que ganhei uma assinatura do meu pai. Era publicada pela editora Saber e tinha projetos mais simples e menos “sérios”. Adequado para crianças.
  • Be-a-Bá da Eletrônica – Era formatada como mini-cursos e cada edição abordava um tópico específico. Trazia uma placa de circuito impresso para fazer a montagem do circuito principal.

Infelizmente nenhuma das duas é publicada mais. Acho que a revista que chega mais próximo delas é a Eletrônica Total da Editora Saber.

Aprendizado Inicial

Quando eu comecei a aprender a programar as únicas fontes de informação que eu tinha eram os 2 livros que acompanhavam meu computador e a revista Micro Sistemas. Numa segunda fase, também de aprendizado inicial, passei a estudar mais a fundo o universo dos IBM PCs e do MS-DOS.

Livros

manuais-msx
  • Basic MSX – da editora Aleph e editado pelo famoso Prof. Pier (Pierluigi Piazzi). Era uma referência com os comandos e funções da linguagem Basic que acompanhava meu computador.
  • Dominando o Expert – também da editora Aleph e editado pelo Prof. Pier. Era um curso introdutório de informática usando Basic. Foi com esse livro que digitei meus primeiros comandos num computador.
  • Clipper Summer’87 Cartão de Referência (Rubens Prates) – não é bem um livro mas aprendi o básico de Clipper.
  • Clipper Summer’87 vol. 1 e 2 (Antonio Geraldo da Rocha Vidal) – com esses livros aprendi a desenvolver aplicativos comerciais e, a partir desse ponto, passei a trabalhar com programação. Tinha 12 anos.
  • Algoritmos e Estrutura de Dados (Niklaus Wirth) – apesar do livro não usar Pascal nos exemplos de código eu conseguia facilmente adaptar o código para Pascal (do Turbo Pascal 4 até o Turbo Pascal 7). Foi quando aprendi a programar em Pascal. Na minha opinião, hoje, existem livros melhores sobre estruturas de dados e algorítmos.
  • C Completo e Total (Herbert Schildt) – eu aprendi a programar em C “sozinho” mas sonhava em comprar esse livro. Como não tinha dinheiro eu lembro de ir até a livraria para ler ele. Só depois de velho consegui verba pra comprar uma cópia dele pra mim.
  • MS-DOS Avançado (Ray Duncan) – livro que ensinava desenvolvimento de software para DOS em Assembly e C.

Como vocês notaram o meu aprendizado era focado mais em novas linguagens de programação e em programação “baixo nível” (única exceção foi o Clipper que usava para “pagar as contas”).

Revistas

microsistemas
  • Micro Sistemas – “A primeira revista brasileira de microcomputadores” era o subtítulo dessa revista. Ela vinha com reportagens e listagens de programas enviados pelos leitores (publicaram um artigo meu).
  • CPU MSX – Comprava algumas edições dessa revista também. Também tinha artigos interessantes sobre jogos e programação mais avançada (muito tempo digitando as listagens com códigos hexadecimais dos programas em linguagem de máquina).
  • INPUT – Coloquei em Revistas porque ela vinha em fascículos mas, depois de encadernadas, produziam 5 volumes enciclopédicos. Essa coleção, até hoje, é uma referência para questões didáticas. Sempre que preciso explicar alguma coisa para alguém recorro à essa coleção para ver qual a abordagem que eles usaram.
  • Microcomputador Curso Básico – 2 volumes da editora Globo (ou Rio Gráfica). Folheava tanto esses livros que eles acabaram gastos. Gostava da seção Raio X onde eles tiravam fotos de vários computadores abertos e apresentavam a ficha técnica deles. Ficava imaginando o dia que poderia ganhar alguns deles 🙂

Fase Unix/Linux

Eu me divertia horrores programando para essas máquinas com “tela preta”. Vocês não imaginam a minha tristeza quando todo mundo começou a usar interfaces gráficas (Windows).

A coisa legal é que, bem nessa época, eu fui até uma feira em São Paulo (Fenasoft) onde vi um troço chamado Unix. Era uma estação da Silicon Graphics no estande da Globo. Ela tinha interface gráfica mas você ainda tinha que digitar comandos num terminal texto para operá-la. Provavelmente era um Irix.

Como eu tinha um PC/Intel em casa eu não conseguiria rodar esses Unix que vi na feira e comprar uma máquina daquelas… fora de cogitação. Fiquei com aquilo martelando na minha cabeça até começar o meu estágio e operar um 386 com SCO Unix (e um outro com Xenix).

Vi que existiam Unix para PC/Intel mas todos eram caríssimos (não rolava piratear porque não davam acesso aos disquetes originais para um reles estagiário).

Quando reclamei sobre isso com um amigo que estudava computação no Ibilce ele mencionou um tal de Linux. Pedi para um “cara” na cidade que tinha internet rápida e um gravador de CDs gravar um CD com Linux pra mim e assim ele o fez. Era um Slackware.

Decidi aprender a usar aquilo e, para isso, precisava instalar mais um SO no meu computador que já tinha MS-DOS, Novell DOS 7, OS/2 (usado na minha BBS) e Windows 95/98.

Me dediquei com afinco (precisou porque apanhei muito) até aprender bem a usar aquilo.

Mas a coisa ficou séria mesmo quando, por uma dessas pegadinhas do destino, eu comecei a trabalhar na equipe de desenvolvimento do Conectiva Linux em Curitiba.

Quem me ajudou mesmo foram os colegas de trabalho… Mas alguns livros que li na Conectiva e, posteriormente, nos diversos outros lugares em que trabalhei ajudaram muito também.

Livros

  • Aprenda em 24 Horas Unix (Dave Taylor) – sério. Muita gente tem preconceito contra esse tipo de livro mas para um cara que já conhece várias coisas e precisa aprender a “se virar” com uma tecnologia nova eles são ótimos. É um livro para iniciar e te dar referências para aprofundar os estudos.
  • Maximum RPM (Edward C Bailey) – não é um livro sobre programação (fala sobre fazer pacotes RPM para RedHat) mas foi um divisor de águas. Nem é um livro bom mas aprendi a fazer build de vários software (e entender o ./configure; make; make install). Além disso ele é em inglês e, digamos, eu não lia nada em inglês na época. Precisava aprender a fazer pacotes RPM se quisesse garantir meu emprego na Conectiva. E garanti.
  • Expressões Regulares Uma abordagem divertida (Aurélio Jargas) – o Aurélio era meu colega de trabalho e aprendi Expressões Regulares com ele pessoalmente e não com o livro. Mas tudo que ele me ensinou está no livro também, logo, vou colocar ele nessa listagem. É impressionante a didática dele para ensinar um assunto tão complicado.
  • Shell Script Profissional (Aurélio Jargas) – o mesmo caso aqui. Eu não li o livro mas boa parte do que sei sobre programação shell eu aprendi com o Aurélio. O conteúdo que ele me passou está todo aí.
  • Instant Python (Magnus Lie Hetland) – ok, é só um artigo sobre Python e não um livro. Mas esse artigo (traduzido pelo meu chefe) me apresentou a linguagem Python e, desde então, essa tem sido a minha principal ferramenta de trabalho. Mesmo tendo aprendido novas linguagens e trabalhado com outras sempre volto a trabalhar com Python. Dá pra acreditar que aprendi Python com esse artigo?

Fase OOP – Object Oriented  Programming

Depois que saí da Conectiva tive um breve período como sysadmin em uma empresa e desenvolvia mais scripts do que aplicações “de verdade”.

Mas depois desse emprego circulei por diversos outros onde, de fato, voltei a programar computadores mais seriamente.

Como a maioria desses trabalhos usavam linguagens com paradigma orientado a objetos acabei focando em livros que tratem esse tipo de assunto.

  • Fundamentos do Desenho Orientado a Objetos com UML (Meilir Page-Jones) – esse livro foi responsável pela minha “iluminação” com relação ao desenho orientado a objetos. Até então eu só tinha feito código procedural (mesmo em Python!) porque não entendia muito sobre o OOP. O livro usa UML para ilustrar os assuntos mas ele usa UML como deve ser usada: apenas para ilustrar algum conceito. Nada do pedantismo da UML e seus vários tipos de gráficos. Infelizmente a versão traduzida desse livro saiu de circulação mas ainda é possível encontrar o original em inglês.
  • Padrões de Projeto ou Design Patterns (GoF) – a primeira parte desse livro é importante e tem várias idéias importantes para qualquer programador que queira usar OOP. A segunda parte é mais para referência mas tem alguns patterns bacanas.
  •  eXtreme Programming Explained (Kent Beck) – livro que me apresentou o conceito de programação “ágil”, testes automatizados, refatoração, etc. Não tem código mas os conceitos são extremamente poderosos. E o Kent Beck é um excelente autor. Tem uma capacidade invejável de explicar qualquer coisa de forma simples. Esse livro teve uma tradução muito boa mas parece ter saído de circulação.
  • Refactoring (Martin Fowler) – livro elabora melhor a idéia de refatoração citada no livro de XP do Kent Beck. O capítulo sobre “Bad Smells” (Mal cheiros) foi escrito pelo Kent Beck e é uma das melhores partes do livro. Esse livro teve uma tradução muito boa mas parece ter saído de circulação.
  • Pragmatic Programmer (David Thomas & Andrew Hunt) – ganhei esse livro de um amigo e, pra mim, ele é fundamental. Todo programador deveria ler. Fala sobre um monte de coisas. De ética à teste automatizado. De técnicas de depuração à linguagens de programação.
  • Code Complete 2nd ed. (Steve McConnell) – esse livro fala sobre assuntos muito similares aos que você encontrará no Pragmatic Programmer. A diferença é que neste livro ele usa uma abordagem menos “pragmática/ágil” e se aprofunda mais nos assuntos. É um livro bem mais denso. Li a versão original mas já existe tradução.
  • Test-Driven Development by Example (Kent Beck) – eu já tinha lido sobre TDD no livro de XP do Kent Beck mas não tinha a menor idéia do que ele estava falando. Já nesse livro aqui eu consegui compreender a mecânica da coisa. O Kent Beck tem o dom de escrever as coisas de forma simples e objetiva. Vale a pena. Li a versão em inglês mas já existe uma tradução.
  • Advanced Programming in the UNIX Environment (Richard Stevens) – esse livro não era meu e nem cheguei a ler ele inteiro. Para ser honesto eu li uns 2 ou 3 capítulos apenas. Mesmo assim tudo o que eu sei sobre sockets e sobre chamadas como fork/exec do Unix eu aprendi nesse livro. Esse tipo de conhecimento é superimportante para programadores e existem diversos livros que tratam dele. Esse do Stevens é o que mais me ajudou.
  • Introduction to Algorithms (Cormen, Leiserson, Rivest, Stein) – obviamente não li esse livro inteiro. Mas foi o livro que me ensinou o significado da notação big-O para eficiência de algoritmos. Ele ensina a calcular mas confesso que foi além da minha capacidade intelectual. O restante do livro pode ser lido mas me parece mais adequado para consulta e referência. Ele lista diversos tipos de algoritmos. Existe tradução.

Conclusão

Depois desses livros eu comecei a me interessar por outros assuntos voltados ao empreendedorismo que também foram muito importantes. Mas vou deixar isso para outro artigo.

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Negócios na “internet fechada”

placa na fachada de uma loja com os dizeres "internet open"
Foto: Blaise Alleyne

Já faz algum tempo que acompanho o desenvolvimento de novos negócios de tecnologia ao redor no mundo. Por conta disso participei e participo de vários eventos dessa área no Brasil. Eventos onde empreendedores apresentam suas idéias, fazem seus pitches, demonstram seus produtos e buscam melhorar o seu relacionamento com outros empresários, investidores e até mesmo com seus clientes.

Nessas apresentações eu já vi todo tipo de negócio na área de tecnologia. Negócios que funcionam nos mais diversos tipos de plataformas. As plataformas mais comuns são a Web e a Mobile.

Quando um empreendedor começa a desenhar o seu modelo de negócio ele precisa pensar em diversas coisas e nesse processo ele eventualmente se coloca em uma armadilha que dei o nome de “internet fechada”. Já explico o que isso significa.

Todo mundo sabe que a internet é uma rede aberta, com padrões e protocolos abertos. Essa abertura da internet permite que você faça o que bem entender com ela (desde que não seja ilegal) sem se preocupar com nada. Na internet aberta ninguém tem poder de te censurar sem motivo razoável.

Mas existem plataformas dentro da própria Web onde existem regras mais rígidas que mudam frequentemente.

Se o empreendedor baseia toda a sua estratégia de negócio e desenvolve uma aplicação Web para o Facebook, por exemplo, ele fica sujeito às regras do Facebook. E no Facebook eles mudam essas regras o tempo todo.

O risco do Facebook inviabilizar o negócio desse empreendedor é muito alto. O empresário está lá trabalhando para aumentar a sua empresa e num dia de manhã, quando abre a sua Inbox, dá de cara com uma “Alteração nos Termos de Serviço”. Nessa alteração o Facebook proíbe ele de fazer algo essencial para atender os seus clientes.

O impacto dessa mudança nos Termos de Serviço pode até não ser fatal mas certamente vai dificultar muito as coisas para esse empresário.

Outra característica das plataformas fechadas é a de que os clientes nunca serão 100% do empresário em questão. Os clientes são da tal plataforma. Ou você acha que o Facebook vai te entregar os usuários deles?

Quando eu conversava sobre esse assunto com um amigo que desenvolve Apps para celular ele me perguntou se o mesmo não acontece nas lojas de aplicativos? Ele citou dois problemas principais: as regras mudarem de forma a impedir que sua App seja vendida na loja e o caso onde a fabricante da plataforma (ex. Android ou iOS) fornece uma App parecida com a sua integrada no aparelho.

No primeiro caso o problema é bem parecido com o da internet fechada. O segundo não.

A Apple é bem conhecida por suas mudanças de regras que levam empresas inteiras a passarem por dificuldades. Apps que promoviam outras Apps sofreram muitas restrições de funcionamento. Outras que vendiam livros, música, filmes, etc… sofreram barbaridade com a proibição de vendas a partir da App.

Pense nos empresários que investiram alto para criar esses produtos e acordaram um dia sem nada. Se a App estiver disponível para Android a coisa fica menos pior mas o impacto vai ser grande mesmo assim. No mundo do Google/Android a coisa é um pouco mais tranquila mas o risco está lá.

O segundo caso, quando uma a fabricante lança uma App similar já integrada com o SO, é diferente porque ela não proíbe você de negociar sua App.

Para resolver esse problema é só o empresário fazer a App dele ser preferida pelos seus clientes. A Apple tem o iMessage nem por isso o WhatsApp sofreu. As coisas ficam mais difíceis mas não impossíveis.

Portanto, a dica que fica para os futuros empreendedores é: não amarre o seu “core business” à internet fechada.

Integre sua aplicação com o Facebook, Twitter, etc. sem problemas. Mas faça isso de um modo onde seja possível trabalhar também de forma desacoplada: na internet aberta.

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“Ondas” tecnológicas

foto monocromática verde-preto de uma onda no mar

Já é de conhecimento de todos que trabalho com computação já faz muito tempo. Vi muitas ondas passarem.

Quando comecei com BASIC em máquinas de 8bits vi a primeira onda chegar… eram as linguagens estruturadas. Linguagens “procedurais”… código sem GOTO, etc. Quem programava só em BASIC e não conhecia esse “novo paradigma” (aspas propositais) estava fadado ao fracasso e ao ostracismo. Não mereceriam ser chamados de programadores.

Parti para a luta e fui aprender Pascal, C e/ou Clipper.

Ondas tecnológicas

Assim que dominei esse “novo paradigma” avistei outra “nova onda”: Programação Orientada a Objetos.

Essa foi uma das primeiras grandes ondas que contaram com apoio de Marketing de grandes empresas. Lembro-me de ler sobre “orientação a objetos” até em jornais de bairro (hipérbole detectada!). E mais uma vez fui convencido de que se não dominasse esse “novo paradigma” eu estaria fadado ao esquecimento.

Então comecei a estudar o assunto e no meu entendimento inicial (e duradouro) uma “classe” nada mais era do que um “struct” (ou RECORD) com esteróides. Ainda existem registros da minha primeira incursão nesse novo mundo. Eu só fui entender melhor OOP recentemente.

Outra onda que “bombou” mais ou menos na mesma época era a dos bancos de dados relacionais (SQL e afins). Mas eu não tinha muito contato com esse mundo que era restrito às “elite$”.

E com OOP e SQL essas empresas de marketing que, eventualmente, produziam software começaram a ganhar rios de dinheiro vendendo “gelo para esquimó”.

A tecnologia dos computadores surgiu para empresários em mensagens como: “Se sua empresa não usar OOP ou SQL você (perderá dinheiro|será devorado pela concorrência|será feio e bobo).” — (IBM|Gartner|Oracle)

Os empresários eram completamente ignorantes sobre esses assuntos e, num ato de fé, acreditavam em tudo o que as “IBMs” diziam. Afinal elas ficaram grandes e ricas por lidar com tecnologia, certo? Conseguem detectar a falha primordial nesse raciocínio?

Esse tipo de mensagem juntamente com a outra que dizia: “ninguém é demitido por ter escolhido IBM” fez muito bem para o lucro dessas empresas.

Naquela época isso fazia sentido, afinal, os computadores não faziam parte da vida de todo mundo. Tecnologia e mágica eram sinônimos. Mas hoje isso não deveria mais ser assim. A fábrica de “hypes” continua funcionando e os empresários e profissionais da área continuam investindo em tecnologias “da moda” apenas por estarem na moda.

Outras “ondas” movimentaram e ainda movimentam o mercado e com certeza não lembrei de todas: OpenSource, Java (J2EE), XML, NoSQL, Cloud, metodologias de desenvolvimento (ágeis ou não), Big Data, Internet of Things, Frontend/Backend engineering, etc.

Para cada uma delas temos defensores (não é uma onda! é realidade! olha só isso aqui!) e detratores (isso é hype! isso não funciona!). Ambos estão certos e errados.

Meus amigos devem estar pensando: “Mas ele é o cara que mais compra esses hypes! Andava com uma camiseta ‘você ainda usa banco de dados?’!”.

Eu, de fato, acompanho todas essas ondas. Cada uma delas acrescenta algo na minha caixa de ferramentas. Sempre que vejo uma delas chegando já vou logo dando uma chance pra elas se provarem úteis. Mas isso não significa que vou adotá-las em tudo o que farei e que as coisas antigas são lixo.

É o velho clichê: existem ferramentas certas para resolver cada tipo de problema.

Resolvi escrever isso pra que vocês possam refletir sobre a adoção racional de tecnologias. Usar critérios técnicos para a escolha e não ficar pegando jacaré em qualquer onda que aparece.

Outra coisa importante é não parecer bobo falando que você faz “Big Data” pra um cara que já processava toneladas de dados antes mesmo de terem cunhado essa expressão. Ou falar que usa NoSQL pra um cara que já usava Caché (kind of OODBMS), LDAP (hierárquico), ou Isis (schemaless).

Como vivi todas essas ondas eu saco logo que esses caras são mais “gogó” do que outra coisa.

Mantenham o foco em criar coisas boas que resolvam problemas importantes e escolham tecnologia usando critérios técnicos.

Ser proficiente numa linguagem é um critério muito importante mas ele deve ser considerado em conjunto com outros critérios (robustes, disponibilidade de recursos, etc).

Dia desses vi um anúncio procurando programador Clipper e pensei: esse contratante deve ter um excelente software. Deve ser um software tão bom e deve resolver problemas tão importantes que ele resistiu à várias ondas e não virou areia.

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Code Review e a Teoria das Janelas Quebradas

foto de uma janela bem antiga e degradada com um vidro quebrado por uma pedra do lado esquerdo inferior da janela.
Foto: Jeffrey Pott

Na empresa onde trabalho temos o (bom) hábito de fazer Code Review no código dos projetos que desenvolvemos. A prática não é obrigatória mas todos os desenvolvedores gostam de ter seu código revisado.

Eu adoro revisar código alheio tanto quanto gosto de ver meu código revisado e, por isso, me esforço para dar pitaco em quase todos os projetos da empresa. Até em projetos de outras equipes.

Eventualmente eu entro em longas discussões com os outros programadores para que eles renomeiem variáveis ou até mesmo para que coloquem/retirem espaços em branco que violam o Coding Style da empresa. Como usamos Python nos nossos projetos, adotamos a PEP-8 com apenas uma ressalva relativa ao número de colunas por linha que acaba estabelecida apenas pelo bom senso de cada programador.

E eu sou muito chato com isso. Eu realmente implico com qualquer coisa que não me pareça certa. Não importam se são problemas críticos ou triviais: recebem a mesma atenção.

Existe uma teoria que afirma que as janelas quebradas de edifícios em uma região da cidade tem relação direta com a criminalidade nesta mesma região.

Eu acredito nessa teoria e, por isso, sou exigente nas minhas revisões. Faço isso porque acredito que um mero relaxo numa linha em branco dentro do arquivo pode evoluir para um desenho ruim de um módulo inteiro da aplicação.

Ok, admito, isso pode parecer exagero mas… e se não for? E se a teoria das janelas quebradas se aplica também no contexto do código fonte de uma aplicação?

Esse tipo de cuidado é ainda mais importante quando trabalhamos com linguagens de programação com tipagens dinâmica ou fraca, pois certas convenções de nomenclatura podem dizer muito sobre os tipos envolvidos em uma operação. Exemplo?

Uma função chamada get_user() retorna que tipo de objeto? Eu presumo que seja uma instância de um objeto representando um usuário (ex. User). Mas só consigo presumir isso pelo nome da função (ou me dando ao trabalho de ler e entender a sua implementação).

E a função get_users(), o que retorna? Presumo que seja uma coleção (collection) de objetos representando usuários, certo? Se o desenvolvedor descuidar dessas e de outras convenções o trabalho ficará bem mais complicado para os outros membros da equipe.

Certa vez eu encontrei um código que fazia algo parecido com isso:

user = self._get_user_from_credentials(request)

Conseguem perceber o que está errado? O método diz que retorna um usuário a partir de suas credenciais (ex. username, senha, …) e enviamos para ele um objeto do tipo Request? Pedi para corrigir o problema de uma das duas formas:

  1. passando as credenciais do usuário para o método ou;
  2. renomeando o método.

Optaram por renomear o método e o código ficou assim:

user = self._get_user_from_request(request)

Note que é um método protegido (em Python o prefixo ‘_’ é usado para informar que o método em questão não deve ser chamado externamente) e, por isso, não seria um problema muito grave manter o nome antigo. Mas mantendo como estava deixariamos uma janela quebrada em nosso código.

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Coisas que você talvez não saiba sobre Linux, Unix e OS X

Zoom de uma tela exibindo a saída do comando top do Unix em um terminal com fundo preto
Foto: Zack Smith

Já faz bastante tempo que trabalho com Linux e outros unices ao lado de gente muito foda. Ao longo desse período fui aprendendo algumas dicas e macetes que, quando uso na frente de alguns amigos, deixam eles espantados.

São coisas simples que talvez vocês já conheçam mas que vou colocar aqui como referência para as “futuras gerações” 😀

Matando um processo que não quer ser interrompido

Você executa um comando na linha de comando e ele fica travado. Você dá ^C (CTRL-C) e ele não morre? Tente ^\ (CTRL-\).

Complementação enviada pelo meu amigo Rudá Moura: ^C envia um SIGINT, ^\ envia um SIGQUIT, o kill (sem argumentos) envia um SIGTERM e o kill -9 (que deve ser usado somente se você já tentou o SIGTERM) envia um SIGKILL que é o único sinal não interceptável pelo processo.

Sessão SSH travou? Chame o ~

Você deu ssh para um servidor e por algum motivo a sessão ficou pendurada?

Tecla “<ENTER>~.” e a sessão será encerrada imediatamente. Lembre-se que se vc usa um teclado com acentuação deadkeys você precisarar digitar “<ENTER>~<SPACE>.“.

Esse é o comando-til mais legal mas existem outros:

$ man ssh  # procure por "ESCAPE CHARACTERS"

Arquivos com - no início do nome?

Uma brincadeirinha que a gente fazia com a molecada que chegava pra trabalhar era criar um arquivo chamado “-rf ~” em algum lugar na máquina do cara e desafiar: “apague esse arquivo na linha de comando”.

Tem algumas respostas certas para esse desafio mas rm -rf ~ (CUIDADO COM ISSO!) certamente não é uma delas 😀 Tentar fazer escape do “-” ou fazer rm "-rf ~" também não vai funcionar. Os comandos vão interpretar esse sinal como uma opção do próprio comando e não como um argumento do tipo nome de arquivo.

Solução?

rm -- "-rf ~"

Quando colocamos o -- informamos pro comando que todos os parâmetros passados a partir daquele ponto são argumentos para o comando e não opções do comando.

O meu amigo Elvis (EPx) e o Fedalto conhecem outra forma que também permite remover esse diretório:

$ rm -rf ./-rf\ ~

Debugando problemas em software alheio

Você tem um software que simplesmente não está funcionando direito e não dá nenhuma mensagem que te ajude a resolver o problema? Esse software não é seu; foi feito em C; você só tem o binário; etc?

Na minha experiência de vida quase sempre esses problemas acontecem por causas “bobas” como um arquivo de configuração que não está no lugar certo ou está com as permissões incorretas, um processo tentando alocar um recurso que já está sendo usado por outro, etc. Mas como saber disso se a única coisa que aparece pra mim é um enigmático “Segmentation Fault”?

# strace [-p PID|software] [-f]

O strace mostra todas as syscalls que um processo está executando no console. Como é muita informação é sempre legal redirecionar essa saída para um arquivo e analisar depois.

Quando o software caiu você abre o arquivo de log e procura (de trás para frente) por mensagens de erro logo antes do programa morrer. Já resolvi dezenas de problemas assim.

Vale lembrar que essa ferramenta deve ser encarada como um tipo de “último recurso” quando outras técnicas de resolução de problemas já não estiverem funcionando mais.

No OSX o utilitário que imita o strace se chama dtruss e o jeito de usar é bem similar.

Pausando o console

Você executou um tail -f arquivo.log mas os logs chegam numa velocidade que te impedem de analisar as mensagens?

Faça um Pause no terminal: ^S (CTRL-S). Para liberar o Pause: ^Q (CTRL-Q).

Alternando entre jobs

Executou um comando e deu ^Z. Executou outro comando e deu ^Z novamente. Ficou com dois jobs parados, certo? (execute o comando jobs para ver os dois processos parados).

Para trazer um deles devolta para o primeiro plano use o comando:

$ %N  # onde N é o número do job

O Aristeu pediu pra lembrar que esse comando é uma espécie de atalho para o comando fg:

$ fg N

E que, fazendo par com o fg tem o comando bg N que “despausa” o processo e coloca ele pra funcionar em segundo plano.

Se você quer executar um processo direto em segundo plano é só colocar um & no fim da linha:

$ find / > lista_de_arquivos.txt &

É o mesmo que fazer ^Z e bg.

Reexecute comandos

Você digitou um comando grande e chato na linha de comando, precisa reexecutar ele mas ele tá lááá atrás no histórico? Não precisa ficar com a setinha pra cima até cansar. É só usar a !:

$ find . -type f | while read i; do mv "$i" "$i.bak"; done  #ok, eu sei que dá pra melhorar isso mas queria uma linha grande, ok? :D
$ ...
$ ...
$ ...
$ # vamos reexecutar o find|while
$ !fin

Buscando no histórico de comandos

O Thiago Santos, o Aristeu e o toti pediram pra eu acrescentar a busca no histórico. Eu acho que muita gente já sabia desta dica e por isso não coloquei na primeira versão desse artigo. Mas… como tem gente que talvez não conheça aí vai.

Eu uso o modo VI no console (próximo tópico) e para fazer buscas no histórico de comandos eu uso os comandos de busca do próprio vi: <ESC>/string_de_busca. Para repetir a busca basta ir acionando a tecla N.

Por padrão a maioria das distribuições Linux (e alguns Unix) usam o modo emacs e para fazer a mesma busca usa-se o comando CTRL+R. Agora é só digitar a string de busca e <ENTER>. Para repetir a busca use o comando CTRL+R novamente.

Modo VI no console

Tive um amigo que dizia que você não pode se considerar um usuário de VI se usa o modo emacs (default) no console.

Para alternar para o modo VI (erroneamente chamado de modo que bipa pelos detratores do VI) é só digitar:

$ set -o vi

Ou acrescentar as linhas abaixo ao teu ~/.inputrc:

set editing-mode vi
set keymap vi

Nesse modo você usa os comandos do VI navegar no histórico, fazer busca dos comandos, etc. Exemplo: para buscar o comando find no histórico você digita <ESC>/find<ENTER> e para procurar as próximas ocorrências é só ir apertando N. Encontrando o comando é só dar <ENTER> para executar o comando ou I para entrar no modo de edição e alterar o conteúdo da linha.

Mas o mais legal desse modo é que você pode chamar a linha de comando no VI a qualquer momento. Vamos supor que você digitou uma mega linha comprida na linha de comando e começou a ficar complicado de edita-la. No modo VI basta você digitar <ESC>vi e o editor VI será carregado com todo o conteúdo da sua linha de comando.

Se você gravar e sair (:wq) a linha será executada. Se você só sair sem gravar a linha será ignorada.

Usando o comando history

O Gustavo Straube também sugeriu usar o comando history em conjunto com o grep:

$ history | grep 'comando'

Resetando o terminal

Você estava lá trabalhando na linha de comando e acidentalmente deu um cat num arquivo binário achando que lá só tinha texto. Teu terminal ficou todo zoado com símbolos irreconhecíveis no lugar dos caracteres? É só resetar o terminal:

$ reset

Funciona na imensa maioria das vezes. Mas se não funcionar… aí é só matando esse terminal mesmo 😀

Agradecimentos para o toti por ter feito me lembrar dessa dica 😀

Limpando a tela do console

O comando para limpar a tela do console e posicionar o prompt na primeira linha do terminal é:

$ clear

Mas você também pode usar uma combinação de teclas essa função:

  • CTRL-L no Linux
  • CMD-K no Mac OS X

você pode acionar essa combinação de teclas a qualquer momento. Mesmo depois de já ter digitado alguma coisa no prompt. Exemplo:

$ ls <ctrl+l></ctrl+l>

Vai limpar a tela e manter o comando ls que já foi digitado.

Eu já conhecia e usava isso mas o Adrian C. Miranda me lembro nos comentários.

Último argumento

Essa eu não conhecia e foi passada pelo meu colega Vinicius Assef:

$ git diff path/para/meu/arquivo_que_mudou.py
$ git add !$

O !$ pega o último argumento do último comando digitado no shell.

Para saber mais sobre essa e outras expansões possíveis:

$ man bash  # procure por ^HISTORY EXPANSION

Voltando para o diretório anterior

Essa eu imaginava que todos soubessem mas descobri que muita gente desconhece. O comando cd que altera o diretório corrente aceita o parâmetro - (cd - que faz você voltar para o diretório onde você estava anteriormente.

~/Work/x$ cd ../y
~/Work/y$ cd -
~/Work/x
~/Work/x$ _

Dica: Você também pode usar “git checkout -” no git para voltar para o branch anterior.

Sabe algum macete que não está aqui?

Eu sei de mais alguns outros vários mas não consegui lembrar pra colocar aqui. Conforme for lembrando vou atualizando esse artigo. E você sabe algum? Mande para blog @ osantana (dot) me.

Personal Python Style Guide

Foto com o zoom de uma tela exibindo um trecho de código escrito em Python em um editor de textos com syntax highlight.

No lugar onde trabalho usamos Github e usamos a funcionalidade de Pull Request para sugerirmos melhoria no código da empresa.

Eu adoro esse sistema porque ensinamos e aprendemos a programar melhor. Mas algumas sugestões eu evito colocar porque elas são baseadas em minhas preferências pessoais e não em fundamentações técnicas.

Essas eu vou colocar aqui e apontar esse post para meus colegas de trabalho (e amigos). Quem gostar pode adotar.

São escolhas e opções de estilo que vão além do que a PEP-8 propõe.

Múltiplos pontos de retorno

Vejo muito código assim:

def f(x):
    if x == "spam":
       do_something()
       do_something_else()

Não tem nada de errado com esse código. Mas eu fico incomodado com o fato de que todo o código dessa função está dentro do bloco do if. Eu prefiro, quando possível, inverter a lógica do if e inserir um ponto de retorno extra na função:

def f(x):
    if x != "spam":
       return

    do_something()
    do_something_else()

Tenho amigos programadores que não gostam de inserir pontos de retorno extras na função. Eles tem argumentos bons e fortes para defender o “jeito deles” e eu tenho os meus argumentos para defender o “meu jeito”.

if/elif tem que ter um else

É claro que um bom sistema de objetos com interfaces claras e polimorficas eliminaria toneladas de lógica condicional do seu código. Mas, vamos lá, no mundo real os ifs estão por aí.

Junto com os ifs temos os elifs que podem ser usados (com moderação) para nos ajudar a colocar um pouco de vida ao nosso código.

Mas quando eu vejo isso:

def f(x):
    if x == "spam":
       do_something()
    elif x == "eggs":
       do_something_else()

O meu TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) “apita” e eu tenho que “consertar” esse código pra algo mais ou menos assim:

def f(x):
    if x == "spam":
       do_something()
    elif x == "eggs":
       do_something_else()
    else:
       return

Já teve casos onde fiz else: pass só pra poder dormir de noite. 🙂

Deixando a brincadeira de lado, colocar um else em todas as construções que tenham elif é uma prática de programação defensiva. É bastante comum encontrar algo parecido com o código abaixo nos sistemas que desenvolvo:

def f(x):
    if x == "spam":
       do_something()
    elif x == "eggs":
       do_something_else()
    else:
       raise SystemError("Invalid argument")

Esse tipo de código evita que erros passem desapercebidos pois uma exceção será gerada sempre que um argumento incorreto for passado para essa função. Com isso eu posso corrigir o problema ou acrescentar um elif novo para tratar esse novo argumento.

Consistência, retornos e erros

Esse talvez seja um caso mais sério do que apenas uma “questão de estilo” porque afeta a qualidade geral do código se não adotada de forma correta.

Em linguagens dinâmicas não declaramos os tipos dos identificadores e isso traz uma série de benefícios mas também força o programador a seguir uma série de regras para evitar dores de cabeça. Uma delas é a de que as interfaces (métodos ou funções) precisam retornar valores consistentes.

def is_odd(n):
    try:
       return n % 2 == 1
    except TypeError:
       return

O código acima é o de uma função que retorna True se o número passado como parâmetro for ímpar. Se o valor passado como parâmetro não for um número o retorno é None

Essa função tem um problema de estilo: quando um valor incorreto é passado para uma função ela deveria avisar o programador sobre esse erro. Como fazemos isso? Com o sistema de exceção!

Então não tem problema receber um TypeError exception quando passamos uma string para uma função que deveria receber apenas números. O código que está chamando essa função claramente tem um bug que precisa ser corrigido.

O outro problema vai um pouco além da questão estilo. Essa função deveria ter um retorno booleano, ou seja, deveria retornar um valor do conjunto (True, False). Mas isso não está acontecendo. Ela pode retornar None que é um não-valor que não faz parte do conjunto dos booleanos.

E pior: apesar de não fazer parte do conjunto dos booleanos, o None é interpretado como False pelo Python e isso pode fazer com que erros fiquem ocultos por muito tempo em nosso código.

Essa função, para mim, deveria ser implementada assim:

def is_odd(n):
   return n % 2 == 1

Singular para um, plural para muitos

O nome que escolho para os identificadores no meu código refletem (parcialmente) o tipo de dado que eles referenciam.

def is_odd(n):
   return n % 2 == 1

Se a função tem um nome iniciado com is_* ela retornará um valor booleano.

def odds(r):
   return [n for n in range(r) if n % 2]

Se o identificador tem plural no nome (odds) ele vai retornar uma coleção (collection) ou um iterador (iterator).

def next_odd(n):
   return n + (2 if n % 2 else 1)

Se o nome do identificador estiver no singular ele vai retornar um valor único.

class Odds(object):
   def __init__(self):
      self.odds = []

   def load_odds(r):
      self.odds = [n for n in range(r) if n % 2]

Quando o identificador tem um verbo “impositivo” no nome ele não retorna nada (eu raramente uso métodos get_* que violam essa regra). O mesmo, neste caso, quando o método faz mudanças inplace no objeto.

Essa regra que diz que métodos que fazem mudanças inplace nos objetos não devem retornar valor é adotada pelo próprio Python, por exemplo, nos casos dos métodos list.sort() ou list.reverse().

To be continued…

Assim que eu me lembrar de outras coisas vou atualizar esse artigo. Se você tem sugestões de estilo que vocês adotam no dia-a-dia escrevam nos comentários.

Série Inteligência

capa dos 3 livros da série descrita no artigo

Perluigi Piazzi ou, simplesmente, Prof. Pier é um famoso professor de física e pioneiro no uso de computadores na década de 80. Ele foi editor ou autor dos primeiros livros sobre MSX no Brasil (publicados pela editora Aleph especializada em títulos sobre SciFi).

Prof. Pier

Recentemente eu redescobri (ou seria reencontrei?) o Prof. Pier quando estava lendo alguns artigos “for Dummies” sobre aprendizado e neurociência. Estava lendo sobre esses assuntos porque sempre me interessei por questões relacionadas ao ensino e ao aprendizado, e porque agora sou pai de duas crianças lindas e inteligentes.

No meio das várias abas do meu navegador tinha uma apontada para um site que falava sobre Neuropedagogia. Imaginem a minha surpresa ao ver que o site era mantido pelo Prof. Pier! O mesmo que me ensinou (através de seus livros) a programar computadores. A minha profissão.

O material do site é excelente e dá uma boa noção sobre a Neuropedagogia. Resolvi que eu deveria me aprofundar no assunto e comprei a série inteira que ele escreveu sobre esse assunto.

A série tem 3 livros:

  1. Aprendendo Inteligência – voltado para alunos que queiram entender o funcionamento do cérebro no processo de aprendizado. A abordagem é um pouco mais superficial e direcionada a estudantes.
  2. Estimulando Inteligência – voltado para os pais. Os pais são parte importante do processo de aprendizagem e nesse livro eles encontrarão o conteúdo explicado no Aprendendo Inteligência e a complementação necessária para eles auxiliarem os seus filhos no processo.
  3. Ensinando Inteligência – voltado para profissionais da educação. É o mais completo de todos. Repete algum conteúdo dos dois anteriores com mais profundidade e complementa com informações importantes para profissionais de pedagogia.

Os 3 livros são fartamente ilustrados, a leitura é extremamente agradável e fácil, as referências para outras obras (inclusive de SciFi) é enorme e as dicas são valiosíssimas.

Lá em casa a gente já adotou algumas das práticas sugeridas e é perceptível a diferença. Pretendo levar as sugestões para a escola onde ele estuda. Os livros são tão bacanas que não para na minha estante… todo mundo pede emprestado 😀

Um assunto que me interessa, escrito de forma inteligente por uma pessoa que fez parte da minha formação. Imperdível.

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Filtros bolha e a diversidade de opinião

Nos últimos dias tenho feito algumas experiências e estou tentando viver sem o Google. Sério… é bem difícil e tem algumas coisas que eles fazem que estão se provando insubstituíveis.

A razão para eu tentar me livrar do Google é o temor de ficar tão dependente de um serviço deles e eles simplesmente resolverem descontinuar como fizeram com o Code Search, Reader, entre outros. É muito mais uma questão de confiabilidade do que privacidade, monopólio, etc.

Uma das coisas difíceis de se substituir é o Google Search. Principal produto da empresa. Para essa tarefa eu escalei o DuckDuckGo que, apesar do nome inusitado, já havia se motrado um excelente buscador em testes que eu havia feito anteriormente.

O DuckDuckGo tem duas “funcionalidades” interessantes. Uma delas é um respeito maior à privacidade de seus usuários. A outra é a ausência de filtros bolha.

Quando fui avaliar melhor a questão relacionada a filtros bolhas meu cérebro tomou uma linha de raciocínio que seguiu em direção à diversidade de opinião e a tolerância que temos à essa diversidade.

Vou tentar usar fatos atuais para ilustrar a minha linha de raciocínio e para isso terei que trabalhar com assuntos polêmicos relacionados à amor, ódio, religião, ateísmo, homossexualismo, etc.

Também vou partir da premissa de que todo mundo na internet, hoje, tem opiniões fortes sobre todos os assuntos. Dos royalties do petróleo ao dinheiro gasto para mandar a Curiosity para Marte.

O conceito de “filtro bolha” que o Google Search implementa faz com que assuntos que tenham mais relação com o seu histórico de pesquisa tenha um ranking melhor do que algo que não “combine” com você.

O resultado desse comportamento é que o Google Search vai sempre lhe oferecer “mais do mesmo” ao longo do tempo e aquilo que diverge das suas opiniões vai simplesmente sumindo dos resultados criando uma “bolha protetora” de opiniões.

Nas redes sociais isso também acontece mas de uma maneira mais explícita: você oculta as opiniões divergentes, o sistema ‘aprende’ que você não gosta daquilo e nunca mais te manda informações daquele tipo (ou daquela pessoa).

Frequentemente me pego “censurando” alguns posts nas minhas timelines quase que de modo inconsequente.

Sou ateu (mesmo) e acho que todos podem crer ou, como no meu caso, não-crer, no que lhes deixam felizes.

Sou heterossexual mas entendo o homossexualismo sob o aspecto cientifico dos estudos que dizem que as pessoas são homossexuais e não se tornam homossexuais por opção (ou com o passar dos anos).

No espectro político eu piso um pouco mais à esquerda do que à direita e tenho vínculo com um partido político que representa essa posição. Apesar disso sei que existem virtudes na “direita” e pessoas extremamente inteligentes que trafegam nessa vertente.

A minha linha-mestra de pensamento: se você está feliz e não está me tornando infeliz você pode fazer e acreditar no que achar melhor.

Apesar disso sou humano e cometo erros de julgamento e avaliação.

Recentemente, com a chegada de um pastor evangélico fundamentalista à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, as redes sociais estão fervendo com assuntos relacionados à cristianismo, laicismo, homossexualismo, racismo, e outros “ismos”.

Pra mim, na minha timeline, é um festival de surpresas e decepções com pessoas que fazem parte do meu “círculo virtual de amizades”. Até aí não tem nada de errado. O problema aparece é na escolha dos critérios que te fazem ficar surpreso ou se decepcionar.

Sendo ateu eu poderia me decepcionar com uma pessoa quando ela defende parcimoniosamente o discurso do tal pastor demonstrando trechos bíblicos que corroboram tais opiniões (mesmo sabendo que com trechos da bíblia é possível corroborar qualquer tese). Essa pessoa é crente e tem pra ela que esse livro é sagrado, logo, tem força maior que a “lei dos homens”.

Mas eu não posso me decepcionar com essa pessoa e censurá-la na minha timeline porque, com isso, estaria alimentando o meu filtro bolha e mandando a diversidade de opinião às favas. No lugar de censurá-la eu prefiro debater com essa pessoa ou simplesmente deixá-la com suas opiniões, afinal, ela deve ser feliz com aquele pensamento.

Agora vamos para outra hipótese: esse mesma pessoa que citou a bíblia me decepcionaria muito se usasse uma mentira, um estudo científico duvidoso, uma fonte de origem duvidosa, ou até mesmo usar desonestidade intelectual para, por exemplo, “provar que homossexualismo é errado”.

Eu tenho duas reações possíveis com pessoas que me decepcionam dessa forma. Se a pessoa é muito cara para mim eu rebato o post dela para tentar desmenti-lo. Se a pessoa “não cheira nem fede”, ela será censurada. Mas veja que eu censurei essa pessoa por ser desonesta e não por ser crente.

Qualquer tipo de censura cria o efeito “bolha” mas a bolha que eu criei é uma bolha de segurança para me proteger contra pessoas desonestas e não pra me privar da diversidade de opinião.

Além dessa censura aos desonestos eu também censuro, com menos frequencia, os “ativistas”. Censuro eles não pelo que pensam e defendem mas pelo excesso. É uma questão puramente prática: tenho um limite de tempo para ver a minhas timelines. Se elas estão monopolizadas pelos “ativistas” fica difícil ver os posts de todo mundo.

Além disso, ativistas, sejam felizes com o que pensam e defendem e me deixem ser feliz com o que penso e defendo. Parem de se comportar como Testemunhas de Jeová oferencendo a palavra do senhor.

Quanto ao caso do tal pastor: não acho que ele seja adequado para a tal comissão e acho que ele deveria sair de lá. Mas não devemos ser desonestos para atingir esse objetivo.

Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la.

Voltaire (ou não)
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Meu ambiente de trabalho em 7 items

Fui convocado pelo @franciscosouza para listar 7 ítens do meu ambiente de trabalho… então aqui vai…

1. Triveos Tecnologia

A Triveos é a minha empresa e tenho, como sócio técnico, o pythonista Marcos Petry. Não chega a ser uma “equipe” mas já dá pra fazer um bom estrago ;D

Aqui na Triveos a gente não tem preconceito contra nenhuma tecnologia (nosso site e blog rodam em PHP e somos membros do Microsoft Bizspark).

Eu particularmente tenho algumas “birras” com alguns softwares que já me torturaram no passado: Trac, Nagios, Squirrelmail, Bazaar, etc.

2. Git, Github, Codebase

Nós gostamos muito de usar DVCS e adoramos o Github para hospedar nossos (poucos :/) projetos open-source. Gostamos das ferramentas de apoio à criação de grupos de desenvolvedores que eles oferecem.

Usamos o Git por conta do Github. Mas usaríamos Mercurial se o Bitbucket fosse tão bom quanto.

No nosso dia-a-dia a gente lida com projetos de clientes e/ou de código fechado e para esses projetos nós achamos melhor procurar um local mais “tranquilo” pra hospedá-los. Sem o oba-oba, “excessos” do Github e com um suporte mais “rápido” à eventuais problemas.

Então contratamos um plano no Codebase. Lá eles oferecem hospedagem de código com repositórios Git, Mercurial ou SVN. Também disponibilizam um sistema de Tickets/Milestones e Wikis para projetos.

3. Tecla, Webfaction e Linode

Para hospedagem em produção preferimos usar o Linode (e eu indico a todos que querem um serviço simples e de qualidade).

Mas em alguns projetos (leia-se Ludeos) temos algumas exigências relacionadas a comprovação de gastos. Nesses casos usamos o Cloud da Tecla. Eles são melhores que a Locaweb mas ainda são infinitamente inferiores a qualquer hosting similar nos EUA. E nem estou falando de preço (o pior deles, IMHO, é o sistema de cobrança).

Os sites mais simples (e blogs) ficam numa conta compartilhada simples no Webfaction. Para colocar um WordPress “no ar” com poucos cliques é uma baita ferramenta. Mas costumo notar certa lentidão no acesso às páginas de tempos em tempos.

4. Vim, Textmate e nada de IDEs

Uso principalmente o Vim mas me viro bem com o Textmate também. Dependendo da minha “vibe” eu uso um ou outro.

Recentemente passei a usar o MacVim mas ainda não estou me dando muito bem com ele. Vou insistir mais um pouco pra ver se me acostumo.

Nossos funcionários usam Eclipse+PyDev… engraçado isso… 😀

5. Python (… JS, Ruby, C, Shell Script, Java, PHP, …)

Aqui na Triveos é assim: se a bola foi lançada a gente mata ela no peito e chuta pro gol! 😀

É claro que a gente seria mais feliz usando só Python, mas não dá pra fazer isso sempre.

Para desenvolvimento web nós usamos Django mas já namoramos o Flask, o Repoze.BFG (Pyramid), e diversos outros frameworks web feitos em Python.

Já usamos jQuery (apesar de eu não gostar dessa biblioteca) e estou estudando YUI3 seriamente a algum tempo.

6. OS X e Ubuntu Linux

OS X pra criar e Ubuntu pra produzir em massa. 😀

Já usamos CentOS e Debian em ambientes de produção mas eu detesto lidar com software velho. Então adotamos uma alternativa mais “arriscada”? E usamos a última versão de Ubuntu disponível. Procuro sempre atualizar os ambientes de produção.

Instanciamos uma máquina com o Ubuntu mais novo “nas nuvens”, rodamos um comando de setup/deployment e pimba! servidor novo, com software atualizado e rodando…

…mas isso só é possível em projetos onde usamos “Continuous Deployment”… e ainda estamos aprendendo a fazer isso direito. Quando estivermos “fera” nisso pretendo escrever sobre o assunto aqui.

Mas se alguém quiser uma idéia do que planejo pode ver no artigo Python deployment tips do Lorenzo Gil.

7. Ambiente

Uso o Terminal.app (mas tenho planos de experimentar o iTerm) com bash configurado para modo vi no prompt.

Uso:

  • Marinho Brandão (@marinhobrandao)
  • Arthur Furlan (@arthurfurlan)
  • Marcos Petry (@petry)

… descreverem seus ambientes 😀

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